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Márcio Santiago

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Camisas da Polícia Penal

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

AGENTES DA PF CRUZARÃO OS BRAÇOS POR 72H A PARTIR DESTA TERÇA!!

MANIFESTAÇÃO

Agentes federais cruzarão os braços por 72h a partir desta terça

Em Belo Horizonte, o início da greve virá acompanhado de uma manifestação dos policiais federais, às 17h30, no Gutierrez

PUBLICADO EM 20/10/14 - 17h46
Agentes federais de Belo Horizonte, Varginha, no Sul de Minas, e Uberlândia, no Triângulo Mineiro,  farão uma paralisação de 72h a partir desta terça-feira (21), segundo o Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef-MG). Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal reclamam da falta de prestígio, dos salários congelados há seis anos, e do descumprimento, por parte do governo, do termo de acordo que finalizou a última greve da categoria, em 2012.

Em Belo Horizonte, o início da greve virá acompanhado de uma manifestação dos policiais federais, nesta terça, às 17h30, em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal, no Gutierrez, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
De acordo com o Sinpef, o estopim da paralisação é a recente Medida Provisória (MP) 657, que propõe restringir as chefias e o conceito de autoridade policial somente para o cargo de delegado. Segundo sindicato, a medida cria uma hierarquia política nunca existente na Polícia Federal, e retira a autoridade e autonomia técnica dos demais policiais envolvidos nas investigações.
"Injustificável"
Em nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) classificam como injustificável a realização de movimento grevista, na semana que antecede o segundo turno das eleições gerais de 2014.
Para a ADPF, a MP 657 complementa a MP 650, que fala sobre nível superior para agentes escrivães e papiloscopistas, e as duas "reconhecem em lei situações funcionais há tempos já consolidadas de fato no âmbito da Polícia Federal, valorizando a capacitação profissional dos servidores de carreira da Polícia Federal".

FONTE:http://www.otempo.com.br/cidades/agentes-federais-cruzar%C3%A3o-os-bra%C3%A7os-por-72h-a-partir-desta-ter%C3%A7a-1.934955

Polícia retoma negociações e tenta por fim à rebelião em Maringá-PR.

20/10/2014 07h06 - Atualizado em 20/10/2014 09h44


Dois agentes penitenciários são mantidos reféns desde domingo (19).
Vinte presidiários exigem transferências para outras unidades do estado.

Do G1 PR
A polícia retomou as negociações na tentativa de acabar com a rebelião na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), no norte do Paraná, às 7h desta segunda-feira (20). Desde as 17h30 de domingo (19), dois agentes penitenciários são mantidos reféns por dezenas de detentos. Conforme a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), os detentos exigem transferência de 20 prisioneiros: 8 para a Região Metropolitana de Curitiba, 8 para Londrina e mais 4 para Foz do Iguaçu.
Polícia Militar atua na negociação com os detentos rebelados na Penitenciária Estadual de Maringá (Foto: Solange Riuzim/RPC TV)Polícia Militar atua na negociação com os detentos
rebelados na Penitenciária Estadual de Maringá
(Foto: Solange Riuzim/RPC TV)
A Polícia Militar (PM) e o Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen) atuam nas negociações, que foram suspensas no final da noite de domingo. Não há informações sobre feridos.
Ainda de acordo com a Seju, a confusão começou com um motim de sete presos, mas se estendeu ao longo das horas e outras galerias do presídio foram abertas. Até as 9h40 desta segunda, o número de presos rebelados era 57.
Rebeliões constantes
O ano de 2014 tem sido marcado por diversas rebeliões no Paraná. Desde o início do ano,  presos se rebelaram 22 vezes em várias cadeias e penitenciárias do estado. O período mais violento foi entre agosto e setembro. Em menos de um mês, cinco motins foram registrados.
No fim de agosto, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do estado, fizeram um motim que durou 45 horas e deixou cinco pessoas mortas e muita destruição na unidade. O espaço não estava superlotado antes da rebelião, mas foi preciso transferir mais de 800 presos, devido à destruição das celas e corredores.
A última rebelião que ocorreu no estado foi no dia 13 de outubro na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central, e durou 48 horas. Treze agentes penitenciários e diversos detentos foram feitos reféns. Ao todo, oito pessoas ficaram feridas, sendo cinco presos e três agentes penitenciários.

Sindarspen / Divulgação / Movimentação de policiais era grande no fim da tarde deste domingo (19) na Penitenciária Estadual de MaringáMovimentação de policiais era grande no fim da tarde deste domingo (19) na Penitenciária Estadual de Maringá

Dois agentes são mantidos reféns em penitenciária de Maringá

Motim ocorre em uma galeria do presídio e envolve cerca de 30 presos. Detentos exigem transferências, de acordo com primeiras informações divulgadas pelo diretor do Depen
19/10/2014 | 20:07 | atualizado em 19/10/2014 às 21:28Antonio Senkovski; Denise Paro, da Sucursal em Foz do Iguaçu; e Gisele Barão, especial para a Gazeta do Povo
Dois agentes penitenciários são mantidos reféns por 30 presos desde às 17h30 deste domingo (19), em uma galeria da Penitenciária Estadual de Maringá, Noroeste do Paraná. Os detentos exigem a realização de transferências para outros presídios. Esta é a 22ª rebelião do ano no estado.
A rebelião teve início após o período de visitas, quando os presos retornavam às celas. Detentos e agentes penitenciários entraram em luta corporal. Dois agentes foram mantidos reféns. Alguns dos que conseguiram escapar tiveram perfurações nas mãos, causadas por estoques que estavam com os presos, segundo o agente e diretor sindical, Vilson Brasil. No momento, havia 10 agentes na galeria.

Brasil diz que a situação agora é estável e as negociações estão em andamento. Quando souberam da rebelião, alguns agentes que estavam de folga foram reforçar a segurança na penitenciária. “É uma rebelião atrás da outra em penitenciárias que não têm motivo”, diz. Para os agentes, as rebeliões têm origem na falta de gestão do sistema penitenciário.
A galeria onde ocorre o motim tem cerca de 60 presos. A capacidade total do presídio é de 374. Atualmente, o estabelecimento possui 400 presidiários. Os números são do site do governo do estado de transparência carcerária.
O diretor-geral do Departamento de Execuções Penais do Paraná (Depen), Cezinando Paredes, disse, às 20h30, que estava a caminho da penitenciária. Ele disse que deveria chegar ao local dentro de três horas (23h30) para ajudar nas negociações.
Segundo ele, o motim é realizado por presos de apenas uma galeria, que renderam dois funcionários. A unidade já está isolada internamente. A princípio, pedem remoção para outras unidades. O Bope também foi enviado ao local.
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Antony Johnson, disse em entrevista que o motim começou no final da visita do fim de semana. Ele relatou que representantes do sindicato estão no local acompanhando as negociações.
A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos relatou, via assessoria, que as informações sobre o motim serão divulgadas pelo Depen.
Richa anunciou medidas na última semana
governo do Paraná anunciou nesta sexta-feira (17) cinco medidas a serem tomadas para a prevenção de rebeliões no Sistema Penitenciário do Paraná. A informação foi divulgada por meio da página no Facebook do governador Beto Richa. As ações devem ser executadas pelas secretarias de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) e da Segurança Pública (Sesp).
As investigações policiais e administrativas sobre os motivos das rebeliões, bem como os responsáveis por elas devem ser encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Paraná (MP), para investigação. Richa destacou o “possível envolvimento de agentes públicos na articulação desses fatos” como um eixo investigativo.
A informação revoltou o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen), Antony Johnson, que acredita que o governo tenta jogar para os agentes a culpa pelas rebeliões. Ele pondera, no entanto, que o sindicato é a favor da investigação dos responsáveis.
Sindicato tem protesto marcado
O Sindarpen anunciou que vai realizar um protesto estadual, em Curitiba, no dia 22 de outubro, às 9 horas, em frente ao Palácio Iguaçu. A manifestação será "contra a atual maneira que vem sendo administrado o Sistema Penitenciário do Paraná." Em nota, em que divulga o evento, o sindicato diz que "algo deu errado e precisa ser revisto. Em 10 meses com essa de Maringá são 22 Rebeliões e 45 agentes reféns." O documento também cita que o ato será para "pedir por mais segurança para trabalhar."
Rebelião em Guarapuava é a 22ª do ano; veja lista das outras 21
5 de janeiro de 2014 - Dezoito presos se amotinaram na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. Durante uma hora eles negociaram transferência para o interior do estado. Um agente foi mantido refém pelos presos.
09 de janeiro de 2014 - Um agente penitenciário foi mantido refém por presos da Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba. Os presos pediam transferência para penitenciárias de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.
15 de janeiro de 2014 - Após três horas de motim, presas do Centro de Regime Semiaberto Feminino (Craf) de Curitiba libertaram duas agentes penitenciárias que foram feitas reféns. As detentas pediam melhorias em higiene e limpeza, além de tratamento semelhante ao que ocorre na Colônia Penal Agrícola (CPA), em Piraquara.
16 de janeiro de 2014 - Um agente penitenciário foi mantido refém durante 16 horas na PCE, em Piraquara. Os presos pediam transferências para Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.
10 de fevereiro de 2014 - Vinte e quatro presos, que pediam transferência para outros presídios do estado, mantiveram um agente penitenciário como refém na PEP II. O agente foi libertado após cinco horas de negociações.
06 de março de 2014 - Presos que reivindicavam transferências para Londrina e Francisco Beltrãomantiveram por 15 horas dois agentes penitenciários como reféns na PEP I. As negociações duraram poucas horas, mas os presos se recusaram a viajar de noite, o que fez com que o motim terminasse somente após 15 horas.
10 de março de 2014 - Na PEP II, durante quatro horas um agente penitenciário ficou nas mãos de seis presos que pediam transferências para Guarapuava. Os presos foram transferidos e o agente liberado após negociação.
19 de março de 2014 - Dois agentes carcerários que escoltavam presos foram dominados pelos detentos na PEP I. Os presos libertaram os agentes após conseguirem transferência para cidades de origem. Foram 15 horas de negociação.
19 de março de 2014 - Também na PEP I, durante uma hora um agente foi dominado por presos que pediram transferência para Maringá, no Noroeste do Paraná.
16 de abril de 2014 - No Presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, foram oito horas de negociação até que os detentos libertaram um agente penitenciário. Os motivos da rebelião não foram informados, mas o presídio sofre com falta de vagas.
01 de maio de 2014 - Em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, presos da Cadeia Pública do município se rebelaram e pediram transferência. Alguns deles foram colocados em liberdade, pois já haviam cumprido pena.
14 de julho de 2014 - Três agentes carcerários foram feitos reféns na cadeia pública de Telêmaco Borba. O motim durou cerca de 17 horas. Antes do motim, houve tentativa de fuga.
17 de julho de 2014 - Por 16 horas, presos da PEP II realizaram um motim. Quatro presos pediam transferência para Londrina. Um agente na penitenciária foi mantido sob domínio dos presos.
22 de julho de 2014 - Quatro presos se rebelaram e mantiveram um agente refém na PCE. Eles pediam transferência para outras unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Piraquara (CCP).
22 de julho de 2014 - Na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu I (PEF I), no Oeste do Paraná, dois agentes foram mantidos sob domínio de dezesseis presos por seis horas. A exigência também era de transferência para outras unidades prisionais do estado.
24 de agosto - Na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), dois agentes penitenciários foram mantidos reféns por cerca de 45 horas. Cinco pessoas morreram no motim e outras 25 ficaram feridas no motim mais violento do Paraná dos últimos quatro anos.
9 de setembro - três agentes penitenciários foram mantidos como reféns por um grupo de 14 presosna cadeia pública de Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná. Os detidos concordaram em liberar os funcionários da prisão depois de acertar a transferência de 74 presos para outras penitenciárias do estado. O motim terminou sem feridos nem mortos.
10 de setembro - 77 presos foram transferidos da Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (PECO), no Noroeste do Paraná, depois de um motim de 18 horas. Foram 13 reféns, sendo 12 presos e um agente penitenciário.
12 de setembro - presos do bloco 3 da Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba, mantiveram dois agentes penitenciários reféns por 25 horas. Após o acerto de transferências, agentes e presos que também eram mantidos reféns foram liberados e ninguém ficou ferido.
16 de setembro - um segundo motim ocorreu em um intervalo de menos de uma semana na Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II). Dois agentes penitenciários foram feitos reféns durante mais de 30 horas, período em que a rebelião perdurou. O principal motivo da revolta era o medo que os presos rebelados têm de detentos de uma facção rival. Ninguém ficou ferido.
13 de outubro - uma rebelião de mais 48 horas ocorreu na Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG), com 10 agentes reféns. Todo o complexo foi tomado pelos detentos, que subiram no telhado do prédio e chegaram a jogar alguns dos reféns da parte superior da PIG. Ninguém teve ferimentos graves e a rebelião chegou ao fim depois que transferências para parte dos presos foi acertada.
FONTE:http://www.jornaldelondrina.com.br/brasil/conteudo.phtml?tl=1&id=1507462&tit=dois-agentes-sao-mantidos-refens-em-penitenciaria-de-maringa

sábado, 18 de outubro de 2014

Sistema prisional de Minas ganha 77 novas viaturas policiais

ATENÇÃO! HORÁRIO DE VERÃO COMEÇA NESTE SÁBADO,APÓS A MEIA-NOITE.


ATENÇÃO:

À MEIA-NOITE DESTE SÁBADO(18) PARA DOMINGO(19) COMEÇA O HORÁRIO DE VERÃO EM ALGUNS ESTADOS DA FEDERAÇÃO.

Arte horário de verão 2014-2015 (Foto: Editoria de arte/G1)




Horário brasileiro de verão 2014/2015 começa no dia 19 deste mês, quando os relógios serão adiantados em uma hora - Foto: Agência Brasil O horário brasileiro  de verão 2014/2015 começa no dia 19 deste mês, quando os relógios serão adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, adotada para economizar energia no horário de maior consumo, vai até o dia 22 de fevereiro do ano que vem. Pelo decreto que instituiu o horário de verão, a medida deve ser iniciada sempre no terceiro domingo de outubro e encerrada no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente. Mas, no ano em que houver coincidência com o domingo de carnaval, o fim do horário de verão deve ser no domingo seguinte. Como em 2015 o carnaval será no dia 17 de fevereiro, o horário de verão deverá acabar no dia 22 de fevereiro. O objetivo é evitar que, em meio a um feriado, alguns esqueçam de ajustar os relógios. O horário de verão, instituído pela primeira vez em 1931, é adotado sempre nesta época do ano para aproveitar melhor a luminosidade natural do dia e reduzir o consumo de energia, que cresce naturalmente por causa do calor e do aumento da produção industrial às vésperas do Natal. Com o horário de verão é possível reduzir a demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia, entre as 18h e as 21h, quando a coincidência da utilização de energia elétrica por toda a população provoca um pico de consumo. Com a redução, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade. Segundo o Ministério de Minas e Energia, nos últimos anos a redução média da demanda de energia tem sido em torno de 5% nas regiões onde foi aplicado o horário de verão. “As análises também demonstram que a redução da demanda de ponta tem evitado novos investimentos, da ordem de R$ 2 bilhões por ano, na construção de usinas geradoras de energia. A economia no consumo de energia, em megawatt-hora, em torno de 0,5%, é considerada como ganho decorrente, ou marginal, mas não pode ser desprezado”, informa o ministério.

- Leia a matéria completa em: http://www.tnonline.com.br/noticias/geral/58,298569,16,10,horario-de-verao-vai-comecar-no-dia-19-de-outubro.shtml
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MAIS:18/10/2014 06h00 - Atualizado em 18/10/2014 10h12

Horário de verão começa domingo em meio a crise no setor elétrico

País enfrenta queda acentuada no nível de reservatórios de hidrelétricas.
Horário de verão deve levar a economia de água de 0,4%, diz governo.

Fábio AmatoDo G1, em Brasília
Em meio ao agravamento da situação nos reservatórios das principais hidrelétricas do país, entra em vigor neste domingo (19) o horário de verão. A expectativa do governo é que a redução no consumo de energia no período contribua com uma queda de 0,4% no uso da água dessas represas.
A 39ª edição do horário de verão terá duração de 126 dias e terminará no dia 22 de fevereiro. À 0h (meia-noite) de sábado para domingo, os moradores de dez estados, além do Distrito Federal, terão que adiantar os relógios em uma hora.
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Arte horário de verão 2014-2015 (Foto: Editoria de arte/G1)
Economia de água
Para especialistas do setor elétrico, a economia de água dos reservatórios das hidrelétricas, apesar de pequena, é importante diante do cenário de crise. Por conta da falta de chuvas, na quinta (16) o nível nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por 70% da capacidade do país de gerar energia, estava em 22,09%, o pior resultado para essa época desde 2001, quando o país passou por racionamento.
“Essa economia [de 0,4%] não é de se jogar fora diante da atual circunstância”, diz Roberto Brandão, pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Os benefícios não são gigantescos, mas ainda são significativos, continua valendo a pena. Qualquer economia de água dos reservatórios é válida”, diz o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales.
De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entre 2010 e 2014 o horário de verão resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores, devido à eletricidade que deixou de ser gerada pelo uso da luz do sol. Para a edição 2014/2015 do horário de verão, a economia estimada é de R$ 278 milhões, 31% menos do que na edição passada (R$ 405 milhões).
Esses valores, porém, são muito pequenos diante dos gastos do setor elétrico e não chegam ter impacto nas contas de luz. Apenas os empréstimos bancários para fazer frente aos gastos extras no setor elétrico em 2014 vão custar aos consumidores R$ 26,6 bilhões, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Benefícios
Além da economia de energia, o governo defende a manutenção do horário de verão alegando que a medida evita investimentos de cerca de R$ 4 bilhões ao ano, com mais geração e sistemas de transmissão de eletricidade. Segundo o Ministério de Minas e Energia, ele permite um melhor aproveitamento da luz solar e “maior racionalidade no uso da eletricidade.”
Outra vantagem, diz o ministério, é o aumento da segurança do sistema elétrico e maior flexibilidade para a realização de manutenções, além de redução da pressão sobre o meio ambiente e nas tarifas cobradas pelo serviço. O horário de verão foi aplicado no Brasil pela primeira vez no verão de 1931/1932.
Consumo na ponta
Entretanto outro efeito do horário de verão, que é o de evitar picos de consumo de energia no chamado horário de ponta (entre 18h e 21h), “perdeu um pouco da relevância” nos últimos anos, aponta Roberto Brandão, da UFRJ.
Por conta do aumento no uso do ar-condicionado no país, mais recentemente os picos de consumo de eletricidade durante o verão começaram a ser registrados no início ou meio da tarde, entre 14h e 16h. Na quinta (16), por exemplo, ele aconteceu às 14h47, informou Brandão.
No passado, esse pico era registrado entre 18h e 21h, devido ao aumento do consumo gerado pelo uso de eletrodomésticos quando as pessoas saem do trabalho e voltam para as suas casas, junto com a iluminação pública nas cidades. 
“Nos últimos anos, o horário de verão perdeu um pouco da sua relevância porque houve mudança no padrão de horário de ponta no Brasil”, diz o pesquisador. Ele aponta, porém, que continua sendo importante equilibrar a demanda por energia no fim do dia.
Para o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Rafael Shayani, o horário de verão continua sendo importante para “evitar a sobrecarga” do sistema elétrico durante o verão e até mesmo apagões. “O horário de verão é necessário na medida em que a demanda por energia no Brasil está crescendo e o setor elétrico não consegue acompanhá-la. Ela visa evitar um apagão”, diz ele.
FONTE:http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/10/horario-de-verao-comeca-domingo-em-meio-crise-no-setor-eletrico.html